sábado, janeiro 14, 2006
Lembrei-me agora, assim de repente e com saudade, de Mário Viegas. Morreu há dez anos e foi, ou seria, candidato à presidência da Republica, com o slogan "O Sonho ao Poder".
Pim!
Pim!
Etiquetas: Causas, Democracia, Política Nacional
quinta-feira, março 31, 2005
O aqui foi ali
Nota prévia: os links para o The Hunger Site são redirigidos para a página inicial, procure na side bar a secção referida.
Há muito tempo que não via um link para o The Hunger Site
Sempre tive sentimentos contraditórios a respeito deste site e há uns anos descobri algumas críticas que me desiludiram um pouco. Este artigo é interessante em muitos aspectos. [Entre outros critica um certo tipo de ajuda que destrói o pouco comércio local existente e torna as populações dependentes da ajuda estrangeira. Desde então vejo com pavor as ondas de solidariedade originadas por desastres com o Tsunami.]
Hoje fui investigar um pouco mais e a verdade é que o que descobri não me entusiasmou. As críticas ali feitas mantêm-se e confirmam-se:
* o The Hunger Site (THS) não é uma organização sem fins lucrativos [THS | Sidebar | FAQ]
* o THS foi comprado (e por isso vendido com proveito de alguém) um par de vezes [ler esta entrevista]
* a ligação com o World Food Programme terminou em 2001 [ver lista de doadores] mas não consegui encontrar em lado nenhum as razões desse corte.
* Actualmente o THS distribui através de duas instituições a Mercy Corps e a America's Second Harvest. Esta última combate a fome nos Estados Unidos da América. Os fundos para a primeira estão concentrados exclusivamente na ajuda às vítimas do Tsunami [mais uma vez a mesma entrevista]
Já o conceito básico deste site me faz confusão. Umas quantas empresas estão dispostas a pagar uma quantidade indeterminada de dinheiro de acordo com uma quantidade de cliques que uma website privada recebe. É bizarro enquanto acto de caridade (solidariedade); é preverso enquanto acto de publicidade.
Mas o facto de ser propriedade de uma empresa comercial, significa que a qualquer momento pode ser vendida ou as suas políticas podem ser mudadas (e, por exemplo, a contribuição não ser distribuída a 100%).
O site não explica nenhuma das mudanças anteriores (de propriedade e de políticas de distribuição), nem sequer dá a conhecer o autor da ideia inicial [THS | sidebar | About us].
A maior parte das buscas a respeito da THS ainda atribuem como destinatário a World Food Programme. No entanto a mudança das políticas de distribuição, faz com que parte das contribuições seja usada dentro dos Estados Unidos (quantas pessoas se terão apercebido disso?) e que os fundos possam ser desviados para causas particulares e/ou populares (Tsunami) quando o objectivo inicial era a fome mundial.
A verdade é que mesmo assim poderemos gratuitamente ajudar alguém, nos Estados Unidos ou nas regiões afectadas pelo Tsunami, o que em si mesmo não me parece mal. E quando alguém vende colares chilenos ou tibetanos, revertendo parte do lucro para acabar com a fome (nos EUA e na área do Tsunami), em si mesmo também não me parece mal. Apesar de o facto de parecer que ainda estamos no The Hunger Site sem estar é um truque duvidoso. Se empresas utilizam (parte d')o dinheiro do seu orçamento de publicidade para auto-promoção mundial enquanto contribuem para acabar com a fome (nos EUA e na área do Tsunami). Apesar de perverso, tem o seu lado positivo. É o unir estes três aspectos e a maleabilidade da organização das suas relações que é um pouco perturbante.
Nem sei bem para que me dei ao trabalho de escrever esta mensagem. Este cartoon descreve a situação com alguma precisão.
Nota Anti-Spam: Por favor, não utilizar este texto para iniciar uma cadeia de cartas contra o The Hunger Site. Se alguém sentir necessidade de divulgar o conteúdo deste texto, faça-o apenas junto de pessoas que tenham manifesto interesse no The Hunger Site, incluindo todos os links e esta nota Anti-Spam.
Nota prévia: os links para o The Hunger Site são redirigidos para a página inicial, procure na side bar a secção referida.
Há muito tempo que não via um link para o The Hunger Site
Sempre tive sentimentos contraditórios a respeito deste site e há uns anos descobri algumas críticas que me desiludiram um pouco. Este artigo é interessante em muitos aspectos. [Entre outros critica um certo tipo de ajuda que destrói o pouco comércio local existente e torna as populações dependentes da ajuda estrangeira. Desde então vejo com pavor as ondas de solidariedade originadas por desastres com o Tsunami.]
Hoje fui investigar um pouco mais e a verdade é que o que descobri não me entusiasmou. As críticas ali feitas mantêm-se e confirmam-se:
* o The Hunger Site (THS) não é uma organização sem fins lucrativos [THS | Sidebar | FAQ]
* o THS foi comprado (e por isso vendido com proveito de alguém) um par de vezes [ler esta entrevista]
* a ligação com o World Food Programme terminou em 2001 [ver lista de doadores] mas não consegui encontrar em lado nenhum as razões desse corte.
* Actualmente o THS distribui através de duas instituições a Mercy Corps e a America's Second Harvest. Esta última combate a fome nos Estados Unidos da América. Os fundos para a primeira estão concentrados exclusivamente na ajuda às vítimas do Tsunami [mais uma vez a mesma entrevista]
Já o conceito básico deste site me faz confusão. Umas quantas empresas estão dispostas a pagar uma quantidade indeterminada de dinheiro de acordo com uma quantidade de cliques que uma website privada recebe. É bizarro enquanto acto de caridade (solidariedade); é preverso enquanto acto de publicidade.
Mas o facto de ser propriedade de uma empresa comercial, significa que a qualquer momento pode ser vendida ou as suas políticas podem ser mudadas (e, por exemplo, a contribuição não ser distribuída a 100%).
O site não explica nenhuma das mudanças anteriores (de propriedade e de políticas de distribuição), nem sequer dá a conhecer o autor da ideia inicial [THS | sidebar | About us].
A maior parte das buscas a respeito da THS ainda atribuem como destinatário a World Food Programme. No entanto a mudança das políticas de distribuição, faz com que parte das contribuições seja usada dentro dos Estados Unidos (quantas pessoas se terão apercebido disso?) e que os fundos possam ser desviados para causas particulares e/ou populares (Tsunami) quando o objectivo inicial era a fome mundial.
A verdade é que mesmo assim poderemos gratuitamente ajudar alguém, nos Estados Unidos ou nas regiões afectadas pelo Tsunami, o que em si mesmo não me parece mal. E quando alguém vende colares chilenos ou tibetanos, revertendo parte do lucro para acabar com a fome (nos EUA e na área do Tsunami), em si mesmo também não me parece mal. Apesar de o facto de parecer que ainda estamos no The Hunger Site sem estar é um truque duvidoso. Se empresas utilizam (parte d')o dinheiro do seu orçamento de publicidade para auto-promoção mundial enquanto contribuem para acabar com a fome (nos EUA e na área do Tsunami). Apesar de perverso, tem o seu lado positivo. É o unir estes três aspectos e a maleabilidade da organização das suas relações que é um pouco perturbante.
Nem sei bem para que me dei ao trabalho de escrever esta mensagem. Este cartoon descreve a situação com alguma precisão.
Nota Anti-Spam: Por favor, não utilizar este texto para iniciar uma cadeia de cartas contra o The Hunger Site. Se alguém sentir necessidade de divulgar o conteúdo deste texto, faça-o apenas junto de pessoas que tenham manifesto interesse no The Hunger Site, incluindo todos os links e esta nota Anti-Spam.
Ler texto completo:timshel | Um mail a propósito do Hunger Site:
Recebi ontem um mail do blogue aqui quem fala sou eu que contém mais elementos pertinentes para avaliar a credibilidade desse site. Após examinar todos os elementos apresentados cheguei à conclusão que no balanço dos prós e dos contras eu continuaria a fazer exactamente como antes ( a clicar aqui todos os dias). Todavia, afim de que quem lê este blogue tenha o maior número de elementos que lhe permita chegar a uma decisão em consciência deixo aqui, de seguida, o referido mail. Agradeço este e todos os futuros contributos que me que me permitam esclarecer o mais possível sobre a credibilidade e a bondade deste site.
Etiquetas: Causas, Comentadas e recomendadas
terça-feira, março 08, 2005
Make Poverty History | What we want :
In 9 words... TRADE JUSTICE. DROP THE DEBT. MORE AND BETTER AID. [...]Make Poverty History | Trade Justice:
Something is very wrong with world trade - it's filling the pockets of the rich while ripping off the world's poorest people. Why is this happening? What can we do? Read on to find out why MakePovertyHistory is calling for Trade Justice. [...]Make Poverty History | Drop The Debt:
Despite grand statements from world leaders, the debt crisis is far from over. Creditors have still not delivered on the promises they made seven years ago to cancel unpayable poor country debts. As a result, many countries still have to spend more on debt repayments than on meeting the needs of their people.[...]Make Poverty History | More And Better Aid:
Poverty will not be eradicated without an immediate and major increase in international aid. Rich countries have promised to provide the extra money needed to meet the internationally agreed poverty reduction targets. This amounts to at least $50 billion per year and must be delivered now. Rich countries have also promised to provide 0.7% of their national income in aid and they must now make good on their commitment by setting a binding timetable to reach this target.[...]
Etiquetas: Causas, Comentadas e recomendadas
terça-feira, fevereiro 01, 2005
O direito à indiferença não é um slogan que me encante muito, entendo o jogo de palavras e a intenção. O direito à diferença agrada-me mais. Não é preciso ter medo das diferenças que existem, mas a indiferença assusta-me.
A carta está bem escrita e faz todo o sentido. A ler.
A carta está bem escrita e faz todo o sentido. A ler.
Associação ILGA Portugal | Carta aberta aos principais líderes partidários: "Em vez de um aproveitamento eleitoral da homofobia, é, pelo contrário, fundamental combatê-la, garantindo que casais de gays ou de lésbicas que se amam e que se comprometeram a partilhar de forma plena as suas vidas possam ver esse amor e esse compromisso igualmente reconhecidos e valorizados pela sociedade que integram. Pretendemos não o «respeito pela diferença» apregoado por Santana Lopes, mas uma efectiva igualdade de direitos – e, enfim, o direito à indiferença."
Etiquetas: Causas, Comentadas e recomendadas