A morte do Papa só nos pode entristecer se não olharmos para a vida de João Paulo II. Os que o admiraram deverão olhá-la como uma vida que chega ao fim, mas que foi uma vida cheia, completa. Chegou o momento de partir, se assim se crê, para um lugar melhor. Os que o desprezavam poderão olhar este momento como o fim ansiado de um reino absoluto e conservador. Assim como assim, um momento de esperança mais ou menos contida, mais ou menos geral.
Para um agnóstico, o Papa simboliza pouco mais que o presidente Cubano. É um chefe de um estado cujos habitantes não têm nada a dizer na sua escolha. A escolha é feita por estrangeiros que recai a mais das vezes sobre estrangeiros. Seria uma situação quase caricata se a esfera de influência não fosse tão vasta.
Sendo pouco mais que o príncipe do Mónaco, a um agnóstico a cobertura mediática dada ao seu funeral não é chocante. Diz mais do modo como os meios de comunicação encaram e estabelecem a prioridade das notícias, do que da sua religiosidade ou secularidade. Assim não admira que depois de um dia a cobrir os funerais do Papa, se passe um dia a cobrir o segundo casamento do Príncipe de Gales.
Durante os funerais do Presidente Chinês, entristecer-me-ia se não se mencionasse a sua quota-parte de responsabilidade nos abusos dos direitos humanos, enaltecendo somente a sua participação na abertura à economia de mercado. Igualmente entristece-me ver elevado a quasi-santo uma personagem, que do alto da sua posição privilegiada, bloqueou qualquer concessão no campo do planeamento familiar.
A sua oposição à utilização de qualquer método de contracepção, mesmo por indivíduos infectados pelo HIV, foi tão violenta que provavelmente adiou qualquer cedência neste campo por um ou dois papados.
Segundo os números do ano passado, no dia da morte de João Paulo II terão morrido 7671 pessoas com SIDA, 126 das quais crianças. Durante a hora da sua morte morreram 5 crianças, e no minuto da sua morte 5 pessoas morreram. Entre a sua morte e o seu funeral, mais de 46 mil pessoas perderam a vida, das quais 756 crianças. Todos devido à SIDA.
Talvez João Paulo II não pudesse ter evitado estes números sozinho, tal como não pôde, sozinho, acabar com os regimes comunistas do leste da Europa, mas certamente poderia ter dado uma grande ajuda. Ler texto completo:
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How To Lose An Election (for english click post title)
7 Novembro - descobri algumas gralhas e erros que mudavam ou tiravam o sentido de algumas frases. estão corrigidos espero que todos.
Tal como com Gore, Kerry perdeu as eleições porque não se impôs contra o perfil de Bush. Bush (ou grupos em seu nome) conseguiu com mentiras manchar aquilo que à partida seria uma qualidade contrastante favorável a Kerry – o serviço militar de ambos.Para mais Kerry tentou esconder ou não salientou as suas próprias qualidades de liderança:
MSNBC - Kerry by the Book: "It's one of John Kerry's biggest achievements in the Senate: a groundbreaking investigation into money laundering, drug dealers, terrorists and secret nukes. Yet voters have rarely heard of the senator's dogged inquiries into the Bank of Credit and Commerce International (BCCI). Why? Because some of Kerry's leading campaign strategists believed it was too difficult for voters to digest. 'You can't talk about that because people think you're talking about the BBC,' Bob Shrum, Kerry's top adviser, told one senior staffer. 'Why were you investigating British TV?'"Não sou daqueles que pensa que os americanos são estúpidos mas pelos vistos o senhor Shrum não estava certo que os eleitores conseguissem distinguir a BBC do BCCI.
Kerry também se manteve distante dos abusos de Guantanamo Bay. Não conseguiu fazer passar a mensagem da gestão económica ruinosa de Bush, dos cortes nos impostos dos ricos, dos escândalos económicos durante o seu mandato envolvendo personalidades próximas da sua administração.
As questões "morais", Kerry evitou discuti-las:
The Washington Monthly – SLOW DOWN THERE: "(Did you hear once during this election season that abortion rates have risen under W. after they fell dramatically during Clinton's eight years in office?)";concedendo a vantagem a Bush de não explicar as suas próprias opiniões sem oposição, como definir implicitamente a posição de Kerry.
Esta demissão de Kerry pode ter ainda maiores consequências do que a sua derrota na corrida presidencial.
MSNBC - Culture Wars: Winning the 'Values' Vote: "In eight states, including Ohio, Michigan and Utah, the measures went even further. They curtailed rights granted under civil unions and domestic partnerships, which could affect unmarried straight couples, too - a position to the right of President Bush and other Republicans. Ohio's Republican governor opposed his state's initiative. It still passed with 62 percent of the vote."Ou seja, num dos estados-chave destas eleições (Ohio), uma lei regressiva que podia afectar os direitos já adquiridos por casais (tanto hetero como homossexuais) foi a votos com o governador republicano a fazer campanha contra e Kerry não soube utilizar isto em sua vantagem.
Estes dois artigos explicam um pouco os motivos por detrás desta viragem à direita e o modo com a discussão à volta dos casamentos gay mobilizou a direita religiosa, invertendo a tendência geralmente aceite de que uma redução da abstenção beneficiaria a esquerda.
The Washington Monthly - MOST IMPORTANT EVENT...RECONSIDERED...: "the Massachusett's Supreme Court's decision to legalize gay marriage. The result was nearly a dozen initiatives across the country to ban gay marriage and a perfect wedge issue for Republicans."
The Washington Monthly – SLOW DOWN THERE:
How To Lose An Election
As Gore, Kerry lost the election because he could not stand against the Bush profile. Bush (or groups in his name) could stain with lies what would be a critical and contrasting quality favourable to Kerry – their military service.Besides failing in imposing his military curriculum, Kerry strangely tried to hide, or at least did not brought to the campaign front, his own leadership abilities:
MSNBC - Kerry by the Book: "It's one of John Kerry's biggest achievements in the Senate: a groundbreaking investigation into money laundering, drug dealers, terrorists and secret nukes. Yet voters have rarely heard of the senator's dogged inquiries into the Bank of Credit and Commerce International (BCCI). Why? Because some of Kerry's leading campaign strategists believed it was too difficult for voters to digest. 'You can't talk about that because people think you're talking about the BBC,' Bob Shrum, Kerry's top adviser, told one senior staffer. 'Why were you investigating British TV?'"I am not one of those that think that Americans are stupid but apparently Mr. Shrum was not that positive.
Kerry also kept his distance to the human rights abuses of Guantanamo Bay. He did not underline the Bush’s disastrous economical management, the outrageuous tax cuts for the richer or the financial scandals involving personalities active in his administration.
But mainly, Kerry avoided the "moral values"
The Washington Monthly – SLOW DOWN THERE: "(Did you hear once during this election season that abortion rates have risen under W. after they fell dramatically during Clinton's eight years in office?)";giving Bush the advantage of explaining his positions without opposition and defining Kerry’s position by default.
This apathy from Kerry can even have further consequences than his own loss of the presidential election. .
MSNBC - Culture Wars: Winning the 'Values' Vote: "In eight states, including Ohio, Michigan and Utah, the measures went even further. They curtailed rights granted under civil unions and domestic partnerships, which could affect unmarried straight couples, too - a position to the right of President Bush and other Republicans. Ohio's Republican governor opposed his state's initiative. It still passed with 62 percent of the vote."So in one of the key states of this election, a regressive law that could cancel acquired rights for unmarried couples (hetero or homosexuals) was being voted, with the republican governor campaigning against it, and Kerry was unable to use this to his own advantage.
These two articles explain a bit the reasons behind this turn to the right and the way the discussion around the gay marriages mobilised the religious right, inverting the tendency generally accepted that a high turn-out would benefit the left.
The Washington Monthly - MOST IMPORTANT EVENT...RECONSIDERED...: "the Massachusett's Supreme Court's decision to legalize gay marriage. The result was nearly a dozen initiatives across the country to ban gay marriage and a perfect wedge issue for Republicans."
The Washington Monthly – SLOW DOWN THERE:
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in english: Which Moral Values?
Muita ênfase está a ser dada ao papel dos valores morais nas eleições estado-unidensesNo entanto os eleitores não se referem a valores como a honestidade, a bondade ou a caridade. Estes são valores morais sociais partilhados por pessoas religiosas e não religiosas.
A verdade é os valores morais a que se referem não são verdadeiros. Esses "valores morais" não são mais que uma cortina de fumo por detrás das quais se escondem os preconceitos da intolerância religiosa. A intransigência em não aceitar que pessoas do mesmo sexo possam ter um relação legalmente reconhecida ou aceitar que em certas condições a interrupção da gravidez se pode dar, não defendem valores morais. Defendem valores religiosos, que se querem impor a quem não partilha essa religião.
(O facto de haver homossexuais católicos ou evangelistas que tenham abortado é um problema interno dessas religiões e deve ser discutido nesse âmbito – eu aí não me meto como não desejo que eles se metam na minha vida.)
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in english: How to win an election?
As eleições de 2000 foram perdidas por Gore alegadamente por este se querer distanciar de Clinton devido às suas "imoralidades". Gore pensou que o número de pessoas que o carisma e o currículo público do ex-presidente poderia trazer seria menor do que aqueles que afastaria pelas seus "pecados" pessoais.Em 2004, Bush ganhou as eleições por nele verem o defensor dos valores morais e um líder capaz. Isto apesar de ter arrastado os Estados Unidos para uma guerra sob falsas pretensões, apesar dos escândalos morais de Abu Graihb e do escândalo moral contínuo de Guantanamo Bay.
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Mas a mim o que sempre me incomodou (e que esta animação refere) é que numa época de Big Brother em que a nossa imagem é capturada várias vezes ao dia em câmaras de vigilância, não haja uma sequência de imagens do ataque ao centro da defesa da maior potência mundial.
Esta animação tem uma (alegada) sequência dessas imagens, e refere numerosas outras apreendidas imediatamente pelo FBI.
Teoria da conspiração ou não, acho que vale a pena ver:
http://www.freedomunderground.org/memoryhole/pentagon121.swf
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O observador: Para quê tudo de novo: "com a vitória de Kerry, a politica externa norte-americana pouco se vai alterar."Esta é uma das mais batidas razões a que recorrem os apoiantes de quem quer que seja que está no poder em todos os países. No fundo nada mudará, a nível económico não há diferenças significativas - a economia é global, a nível internacional não pode haver cortes bruscos. A lengalenga é de tal maneira repetida que até parece sugerir que o que seria bom seria um regime de partido único. Mas também os cépticos que não apoiavam partidos elegíveis o diziam e repetiam.
A administração de George Bush se veio provar alguma coisa, foi que, de facto, há diferenças e diferenças profundas. Que quando acontece algo de extra-ordinário como os ataques de Setembro 2001, importa bastante quem está à frente de um país e qual a sua formação. Nas minhas piores expectativas nunca me teria passado pela cabeça que um presidente pudesse mudar ou atacar tantas coisas fundamentais. Não imagino que na mesma situação um presidente democrata (ou muitos republicanos) tivesse cometido actos como: o ataque aos direitos dos cidadãos com o PATRIOT ACT, o abuso dos direitos humanos em Guantanamo Bay, a proclamação da Guerra ao Terrorismo, na sombra da qual outros regimes aproveitaram para legitimar as suas atrocidades, e a ignóbil Guerra do Iraque apoiada na teoria da Guerra Preventiva.
O observador: Para quê tudo de novo: "Kerry(...) vai ter a tendência para regressar a um certo unilateralismo. Teremos então (...) uma certa confusão e desnorte na diplomacia da Administração Democrata. Não foram aquelas políticas que prometeram aos eleitores..."Não sei se Kerry vai ou não ser unilateralista, dificilmente será mais, ou mesmo tanto, com Bush. O que aqui se aponta é o fantasma da instabilidade, depois de desvalorizar a oposição com o "vai ficar tudo na mesma" vem sempre o "ainda por cima não vão saber o que fazer". A experiência é um valor que deve ser respeitado, mas não deve ser utilizado para a eternalização do poder. É importante saber ir à procura da experiência. George Bush não tinha essa experiência foi à procura dela no conselheiros de seu pai (não é uma critica irónica, é um facto até de louvar). O fantasma da instabilidade não passa de isso mesmo, um fantasma.
Quando George Bush foi eleito não foram também estas políticas que prometeu aos eleitores. De facto exactamente o oposto, criticou violentamente Clinton por policiar o mundo e se ter envolvido em diversos conflitos. Mas enfim, esse comentário em relação a uma eventual mudança de política de uma potencial administração democrata, é uma daquelas farpas em segunda ou terceira derivada que nem vale a pena comentar.
A respeito da experiência, Madalene Albright explicava há poucos dias que enquanto Secretária de Estado (negócios estrangeiros) comunicou com muitos ex-Secretários de Estado porque, segundo ela, não há assim tantas pessoas que tenham tido essa experiência e toda a ajuda é pouca... a ela, no entanto, nunca lhe telefonaram.
O observador: Para quê tudo de novo: "A guerra preventiva é uma arma, mas (como a sua Administração sempre o disse) só para ser utilizada em última análise, o que não fará tão cedo."A Guerra Preventiva é uma estratégia que através de propaganda tenta justificar um ataque unilateral não provocado. Não deve ser utilizado em nenhuma instância. É a antítese da Guerra-fria e da justificação para a manutenção de armas nuclear como efeito de dissuasão. Bush, como está provado, não a utilizou em última instância. Não esgotou todos os caminhos para evitar uma guerra que não teria acontecido se ele não tivesse atacado. E não é verdade que todos pensassem que Saddam tinha WMD. Muitos analistas de segurança (não comentadores) alertaram para a improbabilidade mas foram simplesmente ignorados.
Bush conseguiu em 3 anos promover duas guerras, uma totalmente injustificada. Nada nos garante que passe 4 anos sem promover mais nenhuma.
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O Purgatório: "Batalha mediática e americanismos": "A ignorância faz-nos ver o sistema eleitoral americano como defeituoso. É certo que as leis conduzem a que na prática só existam dois partidos, mas por outro lado, torna-se também inevitável que esses partidos não tenham a homogeneidade que exista por cá, abarcando quase todo o espectro eleitoral. Seria impensável nos EUA a castradora disciplina partidária, em que todos dizem o mesmo. Quem rejeita a complexidade das questões e que pode não ser fácil tomar uma boa decisão somo nós. A Europa moribunda é que ainda tem a mentalidade inquisidora, em tudo é preto ou branco."
Este artigo do Purgatório começa com um confuso paralelo entre as pressões do governo à TVI, as pressões que as televisões fazem ao governo e a suposta independência da imprensa estado-unidense. Ora se a (alguma) imprensa estado-unidense consegue tomar partido sem ser partidária, as televisões estão muito mais sujeitas a uma auto-censura pela sua dependência do poder legislador e executivo do estado. De qualquer maneira é preciso também não esquecer que a televisão estado-unidense que se transmite na Europa não é a televisão estado-unidense que se vê no Estados Unidos.
Mas a razão deste meu artigo é explicar que ao contrário do que afirma não é a ignorância que nos faz pensar que o sistema eleitoral estado-unidense como defeituoso - é o conhecimento. Para uma iniciação simples recomendo a leitura deste resumo da lei eleitoral nos Estados Unidos. A eleição do presidente é indirecta. Cada estado elege um grupo de "eleitores estatais" e são estes que finalmente elegem o presidente.
O principal defeito deste sistema é ser um sistema maioritário por estados (com a excepção de um par de estados). Apesar de o número de "eleitores estatais" ser mais ou menos proporcional aos habitantes, os eleitores só representam os partidos vencedores. Na prática isto significa que um candidato só tem que se candidatar e/ou vencer em 11 dos 50 estados pela margem mínima de um voto para vencer as eleições. Estabelecendo um paralelo ligeiro e superficial, seria o mesmo que dizer que se na Europa dos 25 se aplicasse um sistema semelhante bastaria vencer 5 ou 6 países (talvez Alemanha, Itália, França, Grã-Bretanha e Polónia) para escolher um eventual presidente da Europa.
O segundo grande defeito é a inexistência de segunda volta. Se um terceiro candidato vencesse um ou mais estados, e nenhum dos outros atingisse os 270 "eleitores estatais", seria a House of Representatives a eleger o presidente. Isto podia levar a uma situação em que mesmo com uma margem folgada (desde que sem os tais 270), o presidente pudesse ser o segundo ou mesmo o terceiro classificado, se na HoR o partido desse candidato fosse maioritário.
... e por aí abaixo.
A falta de homogeneidade dentro dos partidos não se deve tanto ao sistema eleitoral como às diferenças culturais, essas sim subestimadas. Tal como ser social-democrata em Portugal é diferente de ser social-democrata na Holanda, um democrata do sul é diferente de um democrata do Norte.
Com uma coisa tenho que concordar: os estado-unidenses não são obviamente imbecis como nos divertimos às vezes a pintá-los. Mas dizer que a Europa vê tudo a preto e branco é das coisas mais imbecis que tenho lido nos últimos tempos.
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"Electoral Vote Predictor 2004: Kerry 283 Bush 246": "But don't count on it. Many of Kerry's leads are razor thin. Counting only the strong + weak states, Bush leads 229 to 196, with 113 electoral votes in the tossup category Kerry's leads in the tossup states mean little to nothing. The turnout Tuesday will determine who wins."mais mapas com outros métodos
Averaged Nonpartisan Polls: Kerry 244 Bush 272Predicted Final Results: Kerry 291 Bush 242Etiquetas: Comentadas e recomendadas, Política Internacional
Electoral Vote Predictor 2004: Kerry 247 Bush 285": "What about teaching of creationism in schools, separation of church and state, medical research using stem cells, and so many other issues on which the candidates differ? Ultimately, practically all of them end up in the Supreme Court. Ten years from now the war in Iraq will be over (hopefully), but the justices the next president appoints will still be on the Court making decisions that affect many aspects of life in America. Think carefully about this issue before voting next Tuesday."Etiquetas: Comentadas e recomendadas, Política Internacional
"Electoral Vote Predictor 2004: Kerry 264 Bush 264": "One issue that has been totally absent from the campaign is the Supreme Court. The median age of the justices is 71.[...]It is very likely than multiple vacancies will occur on the Court in the next four years. The court will undoubtedly have to rule on cases involving abortion, the Patriot Act, and other divisive issues. If you are an undecided voter, think carefully about which candidate would make better appointments to the Supreme Court. [...]The next president's appointments could shape the country for decades to come. It is at least worth discussing. If you have a blog, this topic might even be worth blogging about."Etiquetas: Comentadas e recomendadas, Política Internacional
"Electoral Vote Predictor 2004: Kerry 271 Bush 257": "The office in charge of helping overseas Americans to vote [...] now appears to be doing its best to make sure the 10% of overseas Americans who are in the military (and largely Republican) can vote while ignoring the 90% who are civilians and who hear about America's loss of respect in the world daily and are much more likely to want to replace George Bush."Etiquetas: Comentadas e recomendadas, Política Internacional
"Electoral Vote Predictor 2004: Kerry 291 Bush 247": dia a dia as últimas sondagens. Os comentários também são interessantes."Predicted Final Results: Kerry 311 Bush 227": outro mapa com outro método de análise das sondagensEtiquetas: Comentadas e recomendadas, Política Internacional
"Electoral Vote Predictor 2004: Kerry 284 Bush 247"É um site interessante com as mais recentes sondagens actualizadas diariamente.
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The Observer | International | Why Nader could be the nail in Democrats' coffin: "'They are gutless, clueless and spineless. The Democratic Party is a shell of its former self. The fact that they can't landslide Bush shows their decadence,' Nader says."
A verdade é mesmo um pouco esta: Como se explica que o Bush não perca claramente as eleições?
Suponho que tem a ver com uma estratégia sistemática em que os partidos mais conservadores (tradicionalmente direita) contaminaram o discurso de alguns partidos progressistas tornando politicamente incorrectos certas expressões e valorizando outras. A estabilidade por exemplo foi empolada ao ponto de os partidos da oposição terem de demonstrar que na verdade eles vão fazer a mesma coisa mas de maneira melhor. Ao fim e ao cabo estabilidade tornou-se equivalente a continuidade. As diferenças não são explicadas como rupturas mas como uma melhor maneira de fazer o mesmo. No fundo um discurso conservador e uma armadilha onde os partidos progressistas com possibilidades de chegar ao poder caíram.
As sociedades são normalmente conservadoras, e a sociedade capitalista da endividada classe média está refém de perder tanta coisa que bastam pequenas ameaças de perda de tudo para que aceitem a perda de algo. O ensino gratuito, a saúde gratuita, as auto-estradas... no fundo todos os serviços que o estado oferecia aos cidadãos estão a ser delapidados sob a ameaça de perdas maiores, o estado não vai poder pagar reformas, os impostos vão aumentar, o colapso do sistema de saúde vai ser inevitável.
Mas a verdade é que de repente há grandes projectos nacionais (uma guerra, uns campeonatos de futebol) para os quais o dinheiro se arranja de nalgum lado. Se o dinheiro gasto na Guerra do Iraque desde o seu início tivesse sido proposto para providenciar seguros de saúde aos cidadãos sem seguro, não faltaria quem se indignasse por esse gasto que poria em risco o bem-estar das gerações futuras. E isto só para falar nas despesas extra-ordinárias, e não nos orçamentos regulares de defesa.
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The Dreyfuss Report - Even I'm Impressed: "It’s impossible to enumerate Bush’s low points: When he said “of course” he knew that Osama attacked us? When he said that he was a “calm” guy, looking like he was about to explode into pieces? When he said that he knows fighting in Iraq is “hard work,” because he’s seen on TV how hard it is?"E para que não restem dúvidas:
President George Bush | Presidential Debate: "And now we're fighting them now. And it's hard work. I understand how hard it is. I get the casualty reports every day. I see on the TV screens how hard it is. But it's necessary work."P.S. Passaram uns dias e não resisti a pôr as repetições de Bush em bold.
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... e também para refrescar a geografia americana que isto não é só rirmo-nos dos americanos por eles não saberem distinguir os países europeus.
No mesmo site uma explicação do sistema eleitoral americano. O artigo justifica a eleição não directa do presidente por no século XVIII ser virtualmente impossível organizar uma eleição directa num país tão grande e maioritarimente rural. E acrescenta de um modo que me fez sorrir:
"Even in the modern world, direct election of a distant president is not always so easy. For example, the European Union does not have a direct election for its president. Instead, a complex system exists in which countries, not citizens, are the key players, exactly like the role of the states in the U.S."
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Envirovictory.org - Kerry vs. Bush on the Environment: "Introduction
Clean Air
Energy
Clean Water
Drilling in the Arctic
Global Warming
Public Lands"
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The Washington Monthly: "Pundits have been kvetching for months now that Kerry hasn't produced a gift-wrapped miracle that definitively solves all our problems in Iraq. But that's just not in the cards anymore. Iraq is such a mess that there's nothing left except choosing the least worst of a bunch of bad choices.
In any case, Kerry has now said what he'd do in Iraq, and while it might not be a slam dunk, it's surely better than George Bush's apparent plan to keep doing what he's been doing all along ('stay the course'). What Bush has been doing all along is exactly what got us where we are today, and practically anything would be better than that."
Mais nenhum Iraque com Kerry? A verdade é que não sei, mas as chances são realmente maiores com Bush como presidente.
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"The Triumph of Anything Goes" by David Greenberg: "Fifteen years ago, conservatives put forth the 'broken windows' theory of crime. If small street crimes are tolerated, the theory went, neighborhoods begin to accept them as normal and the result is more lawlessness. The same thing will happen if a democracy tolerates Bush's ruthless behavior as business as usual. If voters validate this modus operandi, it won't just accelerate; it will cease to draw even the modest level of scrutiny and outrage that the administration's transgressions have attracted so far. Failing to protest these breaches of the norms that govern political conduct will encourage more such violations.""The Plutocrats Go Wild" by James K. Galbraith: "All of this brings to mind the late 19th century, a time of budding empires, rapacious trusts, Social Darwinism, and populist upheaval; when economic battles raged over plutocracy and consumption taxes, chronic unemployment, rising poverty, and financing wars of conquest; and when the world economy was dominated by financial panics and the commodity cycle. George Bush and his allies have been modeling themselves on William McKinley, the champion of vested interests in the Gilded Age."
The Democratic Party Is Toast
Grover Norquist
The Scandals Finally Break
Kevin Drum
The Empire Strikes Out
Gideon Rose
Hoover's Court Rides Again
Cass R. Sunstein
Vengeance Is His
Paul Begala
Bush Becomes a Moderate, Really
Mickey Edwards & Nancy Sinnott Dwight
The Left Learns From Goldwater
Todd Gitlin
The Deficit Conquers All
Sebastian Mallaby
W. Takes On Global Warming
Gregg Easterbrook
The Roquefort Cheese Wars
Christopher Buckley
Decline of American Greatness
Elaine Kamarck
America Gets Privatized
E.J. Dionne
The Glorious Revolution: A Look Back
Jeff Greenfield
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A "Australia, Federated States of Micronesia, Israel, Marshall Islands, Palau, United States" votaram contra a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas que exige a Israel o respeito pela decisão do Tribunal Internacional de Justiça.
Um link parauma breve história do conflito onde se mostra as várias fronteiras entre o estado de Israel a o Palestiniano.
É necessário saber de que fronteiras se fala quando se fala em defendê-las.
| política int |
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